segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Pessimismo dos Gregos

Os gregos sentiam que o mundo não tinha qualquer finalidade. A sua criação não era atribuída a qualquer deus. A matéria de que era feito sempre existira e obedecia às leis que lhe eram próprias. 
Os deuses pouco ou nada podiam fazer para contrariar esta realidade. 

Como os homens também eles estavam submetidos aos mesmos ciclos da natureza: nasciam, sofriam e desapareciam quando terminava o ciclo do eterno retorno. Afastados no mundo humano, pouco mais eram do que objetos estéticos. Nenhum deus está em condições de assegurar aos homens a paz ou a felicidade.
Estes estão entregues a si próprios, restando-lhes apenas viverem com sabedoria a vida, gozando o presente. Depois espera-os o horror do Hades, lugar de trevas e de silêncio, donde voltarão para reencarnarem um novo corpo, sofrerem e voltarem a morrer.

"Entre todos os seres que sobre a terra respiram e se movimentam, nenhum é mais infeliz do que o homem".
Homero, Odisseia.


Nietzsche coloca duas questões fundamentais às quais vai procurar responder ao longo de toda a obra.


Qual a razão porque um povo que valoriza tanto a razão, a ordem e o controlo das paixões, teve necessidade de criar uma arte, como a tragédia, onde se expressa o irracional, o misterioso ?

Como deve o homem encarar o sofrimento, a crueldade, a dor e o horror que caracteriza a história da humanidade ?

É possível dar algum sentido a esta história ?

O sofrimento e o horror são inerentes à própria condição humana?


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