terça-feira, 30 de novembro de 2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

amor

Se você tem um livro pegando poeira em casa, que tal vender, trocar, doar, emprestar ou libertar?
 Ajude a construir um mundo com mais leitores e mais livros.
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Ficha Técnica:
Diretor de Criação: Marcelo Benini e Patricia Rosset
Diretor de Arte: Magdy Blass Selmy
Redator: Elaine Cipriano Maniçoba
Produtor: Joélia Aguiar
Ilustrador: Nelson Cordeiro
Agência: Comunicata

Projeto do Google Books gera polêmica

  Projeto do Google Books gera polêmica  Juliana Krapp, Jornal do Brasil, Rio 

 Quem abre o Google Books, página virtual dedicada aos livros do buscador mais usado no mundo, depara-se com a nota: “O Google selou um acordo revolucionário com autores e editoras”. A frase solta está interligada a outra página, dedicada a explicar “o futuro da pesquisa de livros do Google”. Na semana passada, porém, o jornal New York Times anunciou que esse futuro anunciado está em xeque. O Departamento de Justiça americano, de olho na possível criação de um monopólio livreiro, abriu um inquérito para investigar o tal “acordo revolucionário” – acerto que a empresa está fazendo com editoras e autores para a reprodução de livros ou trechos de livros no Google Books. As investigações teriam partido de protestos de representantes de organizações como a Internet Archive (uma biblioteca virtual sem fins lucrativos que desde 1996 disponibiliza gratuitamente 150 milhões de páginas web) e a Consumer Watchdog (uma das principais organizações de defesa dos consumidores nos Estados Unidos), que se opõem ao acordo.  Quase ao mesmo tempo, o Google divulgava os detalhes de sua mais recente novidade no mundo tecnológico: o registro da patente 750897, que diz respeito a um poderoso scanner. Lançando mão de técnicas como raios infravermelhos, o novo equipamento escaneia textos com velocidade e qualidade muito maiores do que os convencionais, e seria um importante aliado para o projeto da empresa de criar o maior acervo de livros digitais do planeta – para o qual o “acordo revolucionário” é tão importante.  O acordo tem causado polêmica entre editoras e escritores de diferentes países. Além das manifestações de repúdio da Internet Archive e da Consumer Watchdog, a Federação de Editores da Espanha manifestou, recentemente, sua discordância diante da proposta. Na Europa e na América Latina, escritores têm apoiado ou criticado, em seus blogs, a iniciativa do Google. No Peru, o escritor Iván Thays, finalista do Prêmio Herralde de 2008, incitou em seu blog autores do mundo todo a recusarem o acordo com o buscador – isso apesar de ser ele próprio um defensor ferrenho do formato digital de livros.  – Não se pode saber o que o Google fará com esses direitos, a quem os venderá e que limites têm esse acordo ante a aparição de novas tecnologias – explicou, ao Ideias. – É outorgar um poder às cegas, e eu não estou de acordo com isso.  Período de estudos  Enquanto o debate esquenta em outros países, no Brasil autores e editores tampouco sabem ao certo do que se trata. Por enquanto, o único núcleo dedicado a debater o confuso texto do acordo é o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que concentrou advogados na árdua missão de analisar as implicações legais da aceitação ou não dos termos propostos. Ainda assim, eles não chegaram a uma conclusão.  – Por enquanto, está tudo em aberto. Estamos estudando e discutindo com calma – justifica a editora Mariana Zahar, uma das envolvidas no debate dentro do sindicato.  O acordo surgiu quando a Authors Guild (espécie de associação de autores americanos), a Association of American Publishers (Associação de Editoras Americanas) e um grupo de escritores e editoras moveram uma ação coletiva contra o Google Books, há três anos. Em 2005, a empresa começara a digitalização de livros em várias bibliotecas americanas, compondo o material disponível para seu acervo on-line. O processo contra o Google alegava que o procedimento viola os direitos dos autores. A empresa, no entanto, nega as acusações, afirmando que só libera o acesso integral às obras em domínio público.  – No caso de textos protegidos por direitos autorais, o Google Books não exibe seu conteúdo integral (alguns trechos do livro são exibidos de acordo com uma busca feita por palavra-chave, por meio de um sistema de indexação), e isso está permitido pelas leis americanas – defende Rodrigo Velloso, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Google Brasil. – Além disso, o Google não lucrava com essas exibições.  Pelos termos do acordo – que ainda não foi aprovado (a audiência pública final será em outubro, em Nova York) – o Google irá pagar os direitos que devia a autores e editores. Mas, para isso, ambas as classes devem reivindicar o pagamento, o que pode ser feito por um formulário disponível no site de administração do acordo (www.googlebooksettlement.com). Os valores são fixos: o Google pagará US$ 60 pelo que chama de “trabalho principal”, US$ 15 por “inserção inteira” e US$ 5 por “inserção parcial”.  Os detentores de direitos autorais também podem optar por não aceitar a proposta do Google – mas, para isso, devem enviar à empresa, até 4 de setembro, um formulário onde indicam essa decisão. Reside aí um dos pontos mais polêmicos do acordo.  – A postura do Google é inversa à de qualquer editor decente. Ela nos diz: “nós já pegamos, sem sua permissão, os seus direitos; se quer evitá-lo, envie-nos uma carta” – protesta Thays, que já enviou a sua. – Não posso esperar nenhum acordo justo com uma empresa que atua dessa maneira desde o princípio.  Faz parte do acordo, também, a criação da Book Rights Registry, uma entidade que começará a funcionar com o financiamento de US$ 35 milhões do Google e que será gerida por associações de autores e de editores americanos (os mesmos que começaram a ação coletiva).  – É uma entidade independente, que vai centralizar os cadastros de direitos de livros e servir de intermediária entre os detentores dos direitos e os usos do Google – explica Velloso, que acrescenta: – Se no futuro uma outra empresa quiser fazer um serviço parecido ao do Google, também será intermediada pela Book Rights Registry.  A questão é: quando haverá uma empresa capaz de concorrer com o Google na digitalização de tantos livros?  – O tipo de movimento que está acontecendo com a digitalização de livros nos Estados Unidos é bom, mas desde que haja concorrência. E hoje, nenhuma empresa, exceto o Google, pode oferecer esse serviço. Sendo assim, não há concorrência – diz o advogado Ronaldo Lemos, diretor da Creative Commons Brasil (projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais).  Lucia Riff, uma das mais atuantes agentes literárias no país, também dá o seu parecer:  – É importante que haja meios de divulgação de livros como esse. Por outro lado, o acordo dá um poder inacreditável ao Google.  Esse poder ao qual se refere Lucia vem do fato de que, ao aderir ao acordo, os detentores de direitos autorais estão permitindo que o Google digitalize suas obras – mesmo que, pelo acordo, o tipo de visualização disponível no buscador seja definido de antemão.  – Além disso, o acordo só se aplica aos livros que não estão comercialmente disponíveis, ou seja: os esgotados – assegura Velloso.  O que não acalma muito as preocupações da turma do contra, uma vez que, segundo dados do Online Computer Library Center (OCLC), citados pelo próprio Velloso, dos 55 milhões de títulos existentes no mundo hoje, 10% representam o catálogo ativo das editoras, 15% estão em domínio público e 75% – ou 40 milhões – são livros não comercializados, que ainda não estão em domínio público.  É aí que entra uma outra questão crucial para a polêmica do acordo: os chamados livros “órfãos”, ou seja, que não têm direitos autorais definidos. Alguns grupos acusam o Google de aproveitar o acordo para obter o passe livre para a venda desses títulos. Velloso, no entanto, afirma que a receita obtida com a visualização dessas obras é que irá garantir a sobrevivência, no futuro, da Book Rights Registry.  Por enquanto, o que está previsto no acordo, segundo o diretor, é que o Google vai disponibilizar aos usuários a visualização de 20% das páginas de uma obra – sem permitir cópias ou impressões – e comercializar o acesso on-line aos livros completos. A receita obtida com essa venda será dividida da seguinte forma: 63% para os detentores dos direitos autorais e 37% para o Google. No caso de títulos órfãos, o valor equivalente aos direitos autorais seria repassado ao Book Rights Registry. Além disso, o Google também poderá “vender” sua base de dados para instituições como universidades e centros de pesquisa.  Barreiras geográficas  Outro fato bastante polêmico é que, caso seja aprovado o acordo, a enorme biblioteca virtual criada pelo Google ficará disponível apenas para quem estiver em território americano – ou melhor, para quem tiver no computador um IP americano – uma vez que as leis de direitos autorais variam de país a país.  – Esse acordo, infelizmente, acaba reforçando as barreiras geográficas da internet, o que é uma tendência cada vez mais forte – lamenta Lemos.  Mas, se no quesito acesso as barreiras geográficas são ressaltadas, no momento de organizar o monumental acervo que se tornará o Google Books, as fronteiras são tênues. Eis aí um outro ponto controverso no acordo: como ele parte da digitalização de livros disponíveis em bibliotecas americanas, e estas reúnem acervos de diferentes nacionalidades, muitas obras brasileiras, por exemplo, estão à mercê do acordo. Embora os detentores de seus direitos raramente estejam atentos a isso.  Mariana Zahar, quando baixou a planilha com a descrição dos livros de sua editora que se enquadrariam no acordo, ficou pasma. Em vez dos cerca de 50 títulos que imaginava disponíveis, havia 750. Agora, ela precisa decifrar, junto com os advogados acionados pelo sindicato, as mais de 400 páginas que descrevem o acordo, e discutir com os seus colegas o que é mais saudável para o mercado: acatar ou não as regras do jogo, que está, atualmente, repleto de pontos obscuros.  – O caso de livros de literatura estrangeira que já estiveram no nosso catálogo, mas estão agora esgotados, por exemplo, nos traz um problema. Porque os direitos da obra em si foram revertidos para a fonte original, mas os direitos para tradução para o português é nossa. O que fazer? – pergunta.  Em meio às dúvidas de Mariana, se sobressai o desconhecimento de editores e autores brasileiros, que ainda sequer começaram a moldar uma opinião sobre o assunto.  – Não estou totalmente a par – explicou elegantemente Bernardo Carvalho.  – Não estou acompanhando a discussão – disse Patricia Melo.  – Estou totalmente por fora desse assunto. Sou um péssimo internauta – assegurou Milton Hatoum.  Já Daniel Galera é um dos poucos a ter uma opinião mais definida:  – Apóio a digitalização de livros e acho que as empresas que investirem nisso devem, sim, ter direito a uma parcela de copyrights. Mas não preciso liberar um livro meu para o Google Books porque posso eu mesmo colocar o texto na rede e distribui-lo da forma que quiser.

 
googlebooksearch3 [Notícias] Projeto do Google Books gera polêmica
Juliana Krapp, Jornal do Brasil, Rio
Quem abre o Google Books, página virtual dedicada aos livros do buscador mais usado no mundo, depara-se com a nota: “O Google selou um acordo revolucionário com autores e editoras”. A frase solta está interligada a outra página, dedicada a explicar “o futuro da pesquisa de livros do Google”. Na semana passada, porém, o jornal New York Times anunciou que esse futuro anunciado está em xeque. O Departamento de Justiça americano, de olho na possível criação de um monopólio livreiro, abriu um inquérito para investigar o tal “acordo revolucionário” – acerto que a empresa está fazendo com editoras e autores para a reprodução de livros ou trechos de livros no Google Books. As investigações teriam partido de protestos de representantes de organizações como a Internet Archive (uma biblioteca virtual sem fins lucrativos que desde 1996 disponibiliza gratuitamente 150 milhões de páginas web) e a Consumer Watchdog (uma das principais organizações de defesa dos consumidores nos Estados Unidos), que se opõem ao acordo.
Quase ao mesmo tempo, o Google divulgava os detalhes de sua mais recente novidade no mundo tecnológico: o registro da patente 750897, que diz respeito a um poderoso scanner. Lançando mão de técnicas como raios infravermelhos, o novo equipamento escaneia textos com velocidade e qualidade muito maiores do que os convencionais, e seria um importante aliado para o projeto da empresa de criar o maior acervo de livros digitais do planeta – para o qual o “acordo revolucionário” é tão importante.
O acordo tem causado polêmica entre editoras e escritores de diferentes países. Além das manifestações de repúdio da Internet Archive e da Consumer Watchdog, a Federação de Editores da Espanha manifestou, recentemente, sua discordância diante da proposta. Na Europa e na América Latina, escritores têm apoiado ou criticado, em seus blogs, a iniciativa do Google. No Peru, o escritor Iván Thays, finalista do Prêmio Herralde de 2008, incitou em seu blog autores do mundo todo a recusarem o acordo com o buscador – isso apesar de ser ele próprio um defensor ferrenho do formato digital de livros.
– Não se pode saber o que o Google fará com esses direitos, a quem os venderá e que limites têm esse acordo ante a aparição de novas tecnologias – explicou, ao Ideias. – É outorgar um poder às cegas, e eu não estou de acordo com isso.

Período de estudos

Enquanto o debate esquenta em outros países, no Brasil autores e editores tampouco sabem ao certo do que se trata. Por enquanto, o único núcleo dedicado a debater o confuso texto do acordo é o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que concentrou advogados na árdua missão de analisar as implicações legais da aceitação ou não dos termos propostos. Ainda assim, eles não chegaram a uma conclusão.
– Por enquanto, está tudo em aberto. Estamos estudando e discutindo com calma – justifica a editora Mariana Zahar, uma das envolvidas no debate dentro do sindicato.
O acordo surgiu quando a Authors Guild (espécie de associação de autores americanos), a Association of American Publishers (Associação de Editoras Americanas) e um grupo de escritores e editoras moveram uma ação coletiva contra o Google Books, há três anos. Em 2005, a empresa começara a digitalização de livros em várias bibliotecas americanas, compondo o material disponível para seu acervo on-line. O processo contra o Google alegava que o procedimento viola os direitos dos autores. A empresa, no entanto, nega as acusações, afirmando que só libera o acesso integral às obras em domínio público.
– No caso de textos protegidos por direitos autorais, o Google Books não exibe seu conteúdo integral (alguns trechos do livro são exibidos de acordo com uma busca feita por palavra-chave, por meio de um sistema de indexação), e isso está permitido pelas leis americanas – defende Rodrigo Velloso, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Google Brasil. – Além disso, o Google não lucrava com essas exibições.
Pelos termos do acordo – que ainda não foi aprovado (a audiência pública final será em outubro, em Nova York) – o Google irá pagar os direitos que devia a autores e editores. Mas, para isso, ambas as classes devem reivindicar o pagamento, o que pode ser feito por um formulário disponível no site de administração do acordo (www.googlebooksettlement.com). Os valores são fixos: o Google pagará US$ 60 pelo que chama de “trabalho principal”, US$ 15 por “inserção inteira” e US$ 5 por “inserção parcial”.
Os detentores de direitos autorais também podem optar por não aceitar a proposta do Google – mas, para isso, devem enviar à empresa, até 4 de setembro, um formulário onde indicam essa decisão. Reside aí um dos pontos mais polêmicos do acordo.
– A postura do Google é inversa à de qualquer editor decente. Ela nos diz: “nós já pegamos, sem sua permissão, os seus direitos; se quer evitá-lo, envie-nos uma carta” – protesta Thays, que já enviou a sua. – Não posso esperar nenhum acordo justo com uma empresa que atua dessa maneira desde o princípio.
Faz parte do acordo, também, a criação da Book Rights Registry, uma entidade que começará a funcionar com o financiamento de US$ 35 milhões do Google e que será gerida por associações de autores e de editores americanos (os mesmos que começaram a ação coletiva).
– É uma entidade independente, que vai centralizar os cadastros de direitos de livros e servir de intermediária entre os detentores dos direitos e os usos do Google – explica Velloso, que acrescenta: – Se no futuro uma outra empresa quiser fazer um serviço parecido ao do Google, também será intermediada pela Book Rights Registry.
A questão é: quando haverá uma empresa capaz de concorrer com o Google na digitalização de tantos livros?
– O tipo de movimento que está acontecendo com a digitalização de livros nos Estados Unidos é bom, mas desde que haja concorrência. E hoje, nenhuma empresa, exceto o Google, pode oferecer esse serviço. Sendo assim, não há concorrência – diz o advogado Ronaldo Lemos, diretor da Creative Commons Brasil (projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais).
Lucia Riff, uma das mais atuantes agentes literárias no país, também dá o seu parecer:
– É importante que haja meios de divulgação de livros como esse. Por outro lado, o acordo dá um poder inacreditável ao Google.
Esse poder ao qual se refere Lucia vem do fato de que, ao aderir ao acordo, os detentores de direitos autorais estão permitindo que o Google digitalize suas obras – mesmo que, pelo acordo, o tipo de visualização disponível no buscador seja definido de antemão.
– Além disso, o acordo só se aplica aos livros que não estão comercialmente disponíveis, ou seja: os esgotados – assegura Velloso.
O que não acalma muito as preocupações da turma do contra, uma vez que, segundo dados do Online Computer Library Center (OCLC), citados pelo próprio Velloso, dos 55 milhões de títulos existentes no mundo hoje, 10% representam o catálogo ativo das editoras, 15% estão em domínio público e 75% – ou 40 milhões – são livros não comercializados, que ainda não estão em domínio público.
É aí que entra uma outra questão crucial para a polêmica do acordo: os chamados livros “órfãos”, ou seja, que não têm direitos autorais definidos. Alguns grupos acusam o Google de aproveitar o acordo para obter o passe livre para a venda desses títulos. Velloso, no entanto, afirma que a receita obtida com a visualização dessas obras é que irá garantir a sobrevivência, no futuro, da Book Rights Registry.
Por enquanto, o que está previsto no acordo, segundo o diretor, é que o Google vai disponibilizar aos usuários a visualização de 20% das páginas de uma obra – sem permitir cópias ou impressões – e comercializar o acesso on-line aos livros completos. A receita obtida com essa venda será dividida da seguinte forma: 63% para os detentores dos direitos autorais e 37% para o Google. No caso de títulos órfãos, o valor equivalente aos direitos autorais seria repassado ao Book Rights Registry. Além disso, o Google também poderá “vender” sua base de dados para instituições como universidades e centros de pesquisa.

Barreiras geográficas

Outro fato bastante polêmico é que, caso seja aprovado o acordo, a enorme biblioteca virtual criada pelo Google ficará disponível apenas para quem estiver em território americano – ou melhor, para quem tiver no computador um IP americano – uma vez que as leis de direitos autorais variam de país a país.
– Esse acordo, infelizmente, acaba reforçando as barreiras geográficas da internet, o que é uma tendência cada vez mais forte – lamenta Lemos.
Mas, se no quesito acesso as barreiras geográficas são ressaltadas, no momento de organizar o monumental acervo que se tornará o Google Books, as fronteiras são tênues. Eis aí um outro ponto controverso no acordo: como ele parte da digitalização de livros disponíveis em bibliotecas americanas, e estas reúnem acervos de diferentes nacionalidades, muitas obras brasileiras, por exemplo, estão à mercê do acordo. Embora os detentores de seus direitos raramente estejam atentos a isso.
Mariana Zahar, quando baixou a planilha com a descrição dos livros de sua editora que se enquadrariam no acordo, ficou pasma. Em vez dos cerca de 50 títulos que imaginava disponíveis, havia 750. Agora, ela precisa decifrar, junto com os advogados acionados pelo sindicato, as mais de 400 páginas que descrevem o acordo, e discutir com os seus colegas o que é mais saudável para o mercado: acatar ou não as regras do jogo, que está, atualmente, repleto de pontos obscuros.
– O caso de livros de literatura estrangeira que já estiveram no nosso catálogo, mas estão agora esgotados, por exemplo, nos traz um problema. Porque os direitos da obra em si foram revertidos para a fonte original, mas os direitos para tradução para o português é nossa. O que fazer? – pergunta.
Em meio às dúvidas de Mariana, se sobressai o desconhecimento de editores e autores brasileiros, que ainda sequer começaram a moldar uma opinião sobre o assunto.
– Não estou totalmente a par – explicou elegantemente Bernardo Carvalho.
– Não estou acompanhando a discussão – disse Patricia Melo.
– Estou totalmente por fora desse assunto. Sou um péssimo internauta – assegurou Milton Hatoum.
Já Daniel Galera é um dos poucos a ter uma opinião mais definida:
– Apóio a digitalização de livros e acho que as empresas que investirem nisso devem, sim, ter direito a uma parcela de copyrights. Mas não preciso liberar um livro meu para o Google Books porque posso eu mesmo colocar o texto na rede e distribui-lo da forma que quiser.

Cultura Livre e Remix Manifesto

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Esse artigo teve a colaboração do Eder Faria (Vj Jim)
Livro e filme grátis

Livro: Cultura Livre de Lawrence Lessing

Comecei a ler ele essa semana e indico para Dj, produtores musicais e donos de selo que querem entender mais sobre a história dos direitos autorais e também como esse mecanismo barra novas obras que em outras épocas poderiam ser consideradas revolucionárias.
Mais informação: http://ebooksgratis.com.br
Você pode fazer o download do livro neste link.

Filme: Remix Manifesto

A estrela desse filme que pode ser baixado e remixado de graça (veja o tutorial de como criar loops de áudio e vídeo aqui) é o Greg Gillis, que ficou famoso usando pseudônimo Girl Talk. O filme mostra a arte de se usar samples na música eletrônica, pirataria e direitos autorais.
Mais informações e fonte: http://rraurl.com/
Assista o filme neste link.

Direito autoral e novas formas de editoração

Direito autoral e novas formas de editoração

Postado por: PDL
Em mais uma tarde de debates na Livraria Cultura, dentro da programação do 7º Festival Recifense de Literatura – A Letra e A Voz, o Seminário O Livro Desmaterializado levantou duas importantes discussões para a cadeia produtiva do livro: Autoria Coletiva e Direito Autoral e A Criação e a Distribuição do Novo Produto.
Por volta das 16h, a mesa de debate mediada pelo jornalista André Dib, aprofundou o tema Autoria Coletiva e Direito Autoral, tendo como convidados o advogado especialista em direito autoral, Caio Mariano (SP) e a escritora e poeta Cida Pedrosa. No foco da discussão, a questão da legislação que protege o autor no universo das novas tecnologias.  “Um dos principais desafios são as restrições históricas do direito autoral, que não conseguiu acompanhar a demanda da internet. Há vários títulos fora do catálogo por não atenderem aos interesses editoriais que deveriam estar disponíveis em formato digital, mas que não estão disponibilizados por conta dessas barreiras”, explicou Caio Mariano.
Em sua explanação, Caio fez um breve histórico sobre a história da escrita e da evolução dos suportes, contextualizando com a evolução das leis de direito autoral. Os detalhes e entraves jurídicos foram abordados pelo advogado, que elucidou as garantias e obrigações que regem toda obra criativa. Apesar de se mostrar favorável à flexibilização do direito autoral para garantir o acesso às obras, o advogado apontou as dificuldades que põem ser encontradas por conta da lei vigente. Segundo ele, a lei que rege o direito autoral foi criada mais para proteger os editores do que os autores.
Por sua vez, Cida Pedrosa, que é responsável pelo site colaborativo Interpoética, defendeu o livre acesso da arte. Ela lembrou de experiências exitosas de colaboração na arte e no conhecimento como o creative commons e a Wikipédia. “Acho que cultura e arte é direito de todos. A internet possibilita que algo restrito para alguns passe a ser acessado por todos”, afirmou. Durante o debate, a platéia interagiu bastante, principalmente tirando dúvidas sobre a legislação com Caio Mariano.
thumbs topo int [Notícias] Direito autoral e novas formas de editoração
Editoras e publicações alternativas
Um interessante encontro foi promovido pelo seminário, a partir das 15h, na mesa intitulada Criação e a Distribuição do Novo Produto. Frente a frente estavam a representante da editora Cosac Naify (SP), Elaine Ramos, e o editor publicação independente Livrinho de Papel Finíssimo, Diogo Todé. Em comum, o desafio de realizar um produto atraente para os leitores, com ou sem recursos.
“A partir do momento que o livro está colocado em xeque, a materialidade dele passa a ser seu grande diferencial”, comentou Elaine, fazendo uma provocação ao título do seminário. Para exemplificar esse ponto de vista, apresentou algumas publicações da editora, que mais parecem objetos de luxo. Os livros dialogam com o conteúdo, tanto na diagramação, quanto na textura e possibilidades editoriais. Já Diogo Todé, apresentou o trabalho de sua editora independente, que reúne a colaboração de artistas locais em diversas publicações que se aproximam do formato do zine. Diogo, aliás, ministrou durante o festival a oficina Zine.

Temos a oportunidade histórica de devolver ao direito autoral sua atribuição original

Temos a oportunidade histórica de devolver ao direito autoral sua atribuição original

Postado por: PDL
4559160498 0e3c709e39 [Papo Cabeça] Temos a oportunidade histórica de devolver ao direito autoral sua atribuição original
De tão precisa e cartesiana, a teoria defendida pelo historiador Pablo Ortellado (Gpopai-USP) causa estranhamento. Durante o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, ele procura provar com números e relações/deduções inteligentes que o direito autoral não faria sentido no contexto da produção/consumo de livros no Brasil.
É simples de entender, na verdade. Para Ortellado, a “missão pública” do direito autoral foi subordinada aos interesses econômicos. “Com a tecnologia e a internet, temos a oportunidade histórica de colocar o direito autoral no seu lugar original, de promover a criação e o reembolso justo dos criadores”, diz.
Acompanhe a argumentação:
- 70% do mercado de livros no Brasil é educacional (livros didáticos ou técnico-cientificos), visto que o país tem baixa taxa de leitura e alta taxa de analfabetismo. Por isso, a leitura se concentra em locais compulsórios, como escolas e universidades.
- Mas 85% dos estudantes comprometeriam toda a renda familiar se fossem adquirir os livros requeridos na bibliografia básica dos cursos por um ano.
- 30% da bibliografia utilizada nos cursos são livros esgotados no mercado. Portanto, os estudantes ou não têm o livro porque ele não está no mercado ou porque é caro.
- Nos últimos 10 anos, o número de vagas no ensino superior brasileiro aumentou 238%, mas a produção e venda de livros técnico-científicos ficou estagnada. Tradução: mais gente está na faculdade, depois de políticas de incentivo como o ProUni, mas os novos estudantes não podem comprar livros.
A presença do Estado neste setor é bastante significativa:
1 – paga salários a cientistas e financia a pesquisa
2 – dá imunidade tributária e incentivos a empresas editoras
3 – mantém editoras públicas, com recursos que seriam das universidades
4 – compra 30% do mercado editorial para distribuir os livros na rede pública de ensino
Sobre cada um dos pontos:
1- de 26% a 86% dos autores de livros estavam trabalhando em setor público com dedicação integral quando escreveram o livro. O livro foi um subproduto desses funcionários públicos, que faziam isso em horas vagas. Além disso, 92% do financiamento da pesquisa acadêmica no país tem origem em fundos públicos (agências de fomento à pesquisa científica). Conclusão: quase todos os conteúdos são fruto de investimento público direto.
2- A isenção do setor livreiro de impostos faz com que deixe de se arrecadar mais de R$ 1 bilhão, algo equivalente ao orçamento de todo o Ministério da Cultura.
3- As editoras públicas não têm um modelo de gestão em que algum lucro é previsto, para reinvestimento, como no caso da Petrobras. É tudo integralmente subsidiado pelo governo nesse cenário.
- Por isso, a conclusão: se há financiamento público maciço em toda a cadeia, por que falar em direito autoral? “É um salário duplo”, afirma.
- Ainda mais pensando que a produção anual média no melhor departamento de sociologia do país (escolhido de propósito como modelo) é de apenas um livro completo publicado, fora alguas coletâneas de artigos. Média: dois capítulos por professor por ano. Salário do professor universitario: R$ 9.500 em média. Direito autoral sobre as obras produzidas: R$ 100. “É absolutamente irrelevante. Isso porque geralmente o professor nem recebe o direito autoral,,  prefere receber em livros.”
- Se é um setor altamente subsidiado pelos governos, como dizer que há prejuizo ao setor de livros com pirataria e xerox? A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) divulga que 2 bilhões de cópias não autorizadas são feitas no Brasil por ano, o que gera R$ 400 milhões de prejuizo e R$ 60 milhões de impostos não arrecadados ao governo. “Mas essa pesquisa, se sequer foi feita, nunca é apresentada, divulgada de forma aberta, não se sabe a metodologia”, diz Ortellado.
“Um setor com tanto subsídio precisa dar um retorno à sociedade. Precisa levar à sociedade o retorno e o interesse público da ciência, que está hoje subjugado ao interesse econômico dos direitos autorais”, é a conclusão do professor Pablo Ortellado. Ele faz a afirmação final e é aplaudido.
Por Lucas Pretti

Caderno Direito Autoral em Debate – Vários autores

Caderno Direito Autoral em Debate – Vários autores

Postado por: PDL
Capa Pequena [Cultura Digital] Caderno Direito Autoral em Debate   Vários autores
A Rede pela Reforma da Lei de Direitos Autorais lançou no dia 26/5, durante ato público promovido no Ministério Público Federal (MPF), o o caderno “Direito Autoral em Debate”, produzido coletivamente pelas suas 20 organizações integrantes.
O caderno trata das relações entre o direito autoral e os recursos educacionais, a produção artística, o acesso à cultura, as possibilidades digitais e os direitos do consumidor. Com ele, a Rede pela Reforma da LDA pretende contribuir com o debate público da legislação autoral e informar o cidadão sobre esse tema cada vez mais presente no seu cotidiano.
Baixe o caderno  Direito Autoral em Debate. Divulgue e participe dessa discussão!

Caderno Direito Autoral em Debate – Vários autores


a morte do emeiu

Facebook lança serviço de e-mail


Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, revelou nesta segunda-feira que irá lançar um sistema unificado com e-mail, torpedos SMS pelo celular e mensagens enviadas pelo próprio site, isto tudo fará frente aos serviços populares de correio eletrônico do Google, do Yahoo e da Microsoft. Segundo Zuckerberg, a inovação será um complemento do e-mail.
O novo sistema possibilita aos usuários a escolha de ferramenta de comunicação que é desejado usar, esta que não precisa ser a mesma que a pessoa do outro lado esteja utilizando. A pessoa, por exemplo, pode enviar um e-mail para alguém que o recebe no sistema de chat do Facebook. Do mesmo modo, as mensagens podem ser entregues e enviadas via SMS entre outros.Por estar em uma fase de testes, o novo sistema estará disponível apenas para poucos usuários nos EUA, porém a expectativa é que se espalhe para o restante do mundo.
As  especulações que  circulavam na internet diziam que o Facebook lançaria um "matador do Gmail" (serviço do Google). "Este não é um matador de e-mail", disse Zuckerberg, durante evento no hotel St. Regis, em San Francisco. "É um sistema de mensagens que inclui o correio eletrônico como um de seus componentes." Ele disse que mais de 350 milhões, dos 500 milhões de usuários do Facebook, atualmente enviam e recebem mensagens no web site, mas não acredita que o e-mail será sistema vencedor de comunicação no futuro.
Zuckerberg afirmou que, apesar de o correio eletrônico não estar ficando ultrapassado de imediato, o número de pessoas que utilizaram o sistema integrado de plataformas do Facebook aumentará. Pela rede social, mais de  4 bilhões de mensagens são enviadas diariamente.Quanto ao funcionamento do sistema, os usuários poderão escolher quem pode ou não enviar mensagens, optando por “toda  a gente, apenas amigos ou mesmo os amigos dos amigos”. Há também a possibilidade de acessar um histórico completo das trocas de mensagens independente da plataforma utilizada. Os primeiros acessos só serão feitos através de convites.
No Facebook, atualmente, só  é permitido  a comunicação entre pessoas inscritas na rede, porém,  o lançamento de ontem permitirá a troca de mensagens com quem não está inscrito na rede social.
tudo começou graças a isso.. 


Guerra entre Facebook e Google continua


O Google, após o bloqueio de importação de dados de usuários do Gmail de forma automática, declarou guerra ao  Facebook. No momento, as duas empresas vivenciam uma guerra verbal na internet. Cada empresa faz o possível para assegurar seus usuários.
O Facebook indica aos usuários que façam download de seus contatos e os importem logo em seguida. O maior site de buscas, o Google, sugere um endereço específico para a tarefa, este, que tem sido usado pelo Facebook para redirecionar os usuários.
O Google afirma que não irá mais permitir a importação dos contatos do Gmail, pois salienta que não há reciprocidade por parte do Facebook, esta que mantém todas informaçõesfechadas dos seus contatos para a gigante de buscas, mesmo disponibilizando-as para Yahoo e Microsoft.
O Facebook modificou sua ferramenta, transformando-a em menos automática, mas com garantia de importação já que, o Google não pode impedir que os seus usuários baixem suas listas de contato para seus próprios computadores.
O Google se diz “"desapontado com o fato do Facebook não investir seu tempo possibilitando que seus usuários possam exportar seus contatos para outros sites". Complementa a empresa: que "as pessoas têm o direito de controlar os dados que criam, por isso continuará permitindo que os usuários exportem seus contatos do Google".
Em resposta as provocações do Google, o engenheiro do Facebook Mike Vernal respondeu às críticas lembrando que o Google bloqueou a exportação de contatos no Orkut, medida que brecou uma das principais formas de crescimento do Facebook no Brasil e na Índia, porém irrelevante no resto do mundo.
Continuando com a troca de farpas, o engenheiro do Facebook, Vernal, diz que "a exportação em massa de emails não é padrão na maioria das redes sociais". Complementa ainda dizendo que o Google, não enchergava problems na ferramenta enquanto estava na frente no Brasil e na Índia, mas mudou sua política quando começou a perder usuários em ambos países. O engenheiro ainda diz que um usuários não pode ter o direito de exportar os emails privados de todos seus amigos, pois esta informação não pertence a ele.
Esta briga parece não ter um fim muito em breve. Conforme o texto regulatório: “O Google apoia a portabilidade de dados. Ao acessar o conteúdo de contatos para uso em seu serviço ou aplicativo, você está concordando em permitir que seus usuários exportem dados de seus contatos para outros serviços ou aplicações (...) sujeito às leis aplicáveis

Eike Batista quer montar fábrica da Apple no Brasil


EIKE
Eike Batista cansou dos altos preços  e de ter de esperar muito pelo lançamento dos produtos da Apple (como o iPad, por exemplo). Então ele decidiu que quer montar uma fábrica dos produtos daempresa aqui no Brasil, segundo O Estado de S.Paulo.
A informação foi confirmada pelo próprio empresário que, em entrevista ao jornal, questionou: "Por que a gente tem de pagar duas vezes e meia o preço de um iPad?" Batista já conversa com dois grupos que montam as invenções de Steve Jobs na Ásia para trazer uma unidade e instalá-la em São João da Barra, litoral do Rio de Janeiro. Mais especificamente, a empresa ficaria no complexo do Porto do Açu, da LLX - braço de logística do Grupo EBX, pertencente a ele. "Estou abordando as empresas que fazem essa montagem na Ásia. Não é a Apple, a Apple tem de aprovar depois. Você fala com as empresas que montam esses aparelhos para a Apple. Então, a conversa é com dois grupos. Estamos procedendo nessas conversas", disse.
O dono da EBX quer a montadora da Apple como espécie de cartão postal do Superporto do Açu, que por causa de R$ 4,3 bilhões se tornou o maior investimento de infraestrutura portuária da América Latina. Com estreia prevista para 2012, o empreendimento deve atrair cerca de R$ 36 bilhões em investimentos.
"O importante é que o Açu, na área que a gente chama de Vale do Silício do Açu, comporta trazer esse tipo de empresa. Até porque o porto também vai ter um aeroporto alfandegário. Esses componentes eletrônicos podem vir de avião, não necessariamente de navio", comentou. "O aeroporto alfandegário vai permitir fazer a parte de maior valor agregado, tecnológica, para o complexo do Açu. É o creme da cereja aí."

Direito autoral e novas formas de editoração

Direito autoral e novas formas de editoração

Postado por: PDL
Em mais uma tarde de debates na Livraria Cultura, dentro da programação do 7º Festival Recifense de Literatura – A Letra e A Voz, o Seminário O Livro Desmaterializado levantou duas importantes discussões para a cadeia produtiva do livro: Autoria Coletiva e Direito Autoral e A Criação e a Distribuição do Novo Produto.
Por volta das 16h, a mesa de debate mediada pelo jornalista André Dib, aprofundou o tema Autoria Coletiva e Direito Autoral, tendo como convidados o advogado especialista em direito autoral, Caio Mariano (SP) e a escritora e poeta Cida Pedrosa. No foco da discussão, a questão da legislação que protege o autor no universo das novas tecnologias.  “Um dos principais desafios são as restrições históricas do direito autoral, que não conseguiu acompanhar a demanda da internet. Há vários títulos fora do catálogo por não atenderem aos interesses editoriais que deveriam estar disponíveis em formato digital, mas que não estão disponibilizados por conta dessas barreiras”, explicou Caio Mariano.
Em sua explanação, Caio fez um breve histórico sobre a história da escrita e da evolução dos suportes, contextualizando com a evolução das leis de direito autoral. Os detalhes e entraves jurídicos foram abordados pelo advogado, que elucidou as garantias e obrigações que regem toda obra criativa. Apesar de se mostrar favorável à flexibilização do direito autoral para garantir o acesso às obras, o advogado apontou as dificuldades que põem ser encontradas por conta da lei vigente. Segundo ele, a lei que rege o direito autoral foi criada mais para proteger os editores do que os autores.
Por sua vez, Cida Pedrosa, que é responsável pelo site colaborativo Interpoética, defendeu o livre acesso da arte. Ela lembrou de experiências exitosas de colaboração na arte e no conhecimento como o creative commons e a Wikipédia. “Acho que cultura e arte é direito de todos. A internet possibilita que algo restrito para alguns passe a ser acessado por todos”, afirmou. Durante o debate, a platéia interagiu bastante, principalmente tirando dúvidas sobre a legislação com Caio Mariano.
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Editoras e publicações alternativas
Um interessante encontro foi promovido pelo seminário, a partir das 15h, na mesa intitulada Criação e a Distribuição do Novo Produto. Frente a frente estavam a representante da editora Cosac Naify (SP), Elaine Ramos, e o editor publicação independente Livrinho de Papel Finíssimo, Diogo Todé. Em comum, o desafio de realizar um produto atraente para os leitores, com ou sem recursos.
“A partir do momento que o livro está colocado em xeque, a materialidade dele passa a ser seu grande diferencial”, comentou Elaine, fazendo uma provocação ao título do seminário. Para exemplificar esse ponto de vista, apresentou algumas publicações da editora, que mais parecem objetos de luxo. Os livros dialogam com o conteúdo, tanto na diagramação, quanto na textura e possibilidades editoriais. Já Diogo Todé, apresentou o trabalho de sua editora independente, que reúne a colaboração de artistas locais em diversas publicações que se aproximam do formato do zine. Diogo, aliás, ministrou durante o festival a oficina Zine.

um pequeno consolo


Arqueólogos acham o que pode ter sido um “consolo” da Idade da Pedra

Arqueologia

Pesquisadores descobriram na Suécia um objeto feito de osso que tem o formato de um pênis e pode ter sido um “consolo” há milhares de anos.
Mas, apesar do fato de estudos antigos afirmarem que os brinquedos sexuais surgiram há muito tempo, na Idade da Pedra, os cientistas não pretendem tirar conclusões precipitadas sobre o achado. Para eles, apesar da aparência, não se tem certeza qual era a finalidade do objeto.
“Sua mente e a minha funcionam de uma maneira que faz interpretar o que isso parece – para mim e para você, significa a forma de um pênis ereto”, diz o arqueólogo G’ran Gruber, do Conselho de Patrimônio Nacional da Suécia, à reportagem. “Contudo, se era dessa maneira que as pessoas da Idade da Pedra pensavam sobre ele, eu não sei dizer.”
A região de Motala, onde o suposto pênis de osso foi encontrado, é rica em artefatos que datam entre 4 e 6 mil a.C. e chama a atenção por conservar com qualidade muitos objetos orgânicos, como objetos feitos com ossos.
O suposto “consolo” tem aproximadamente 10,5 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro. Se for confirmado que funcionava como um brinquedo sexual pré-histórico, não será o primeiro descoberto, já que outro “pênis” foi encontrado em 2005 na Alemanha. O “vibrador” alemão é, inclusive, bem mais velho – acredita-se que foi criado há 28 mil anos – e é feito de pedra.
Os pesquisadores especulam que o objeto pode ter tido outros usos, como uma ferramenta, por exemplo, já que o formato da outra ponta não lembra o de um pênis. Além disso, eles não sabem determinar se seria utilizado por homens ou por mulheres. “Se isso era uma ferramenta e se também tinha o formato de um pênis, isso poderia levar a uma discussão de questões de gênero”, diz Gruber.
Simbolismo sexual não era incomum em artefatos antigos, sendo a maioria símbolos femininos que os cientistas acreditam representar a fertilidade da mãe Terra. “Acho que isso pode levar a pesquisa a outra direção”, diz Gruber.
[via JB Online]

Livro: Psicologia das relações interpessoais

Livro: Psicologia das relações interpessoais

Autores: Almir Del Prette & Zilda A. P. Del Prette

Papa reafirma que só Igreja Católica pode interpretar a Bíblia

Papa reafirma que só Igreja Católica pode interpretar a Bíblia

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Poxa… quanta gente vai perder o emprego! Historiadores, linguistas, tradutores, professores, arqueólogos, antropólogos, mitólogos, pesquisadores, autodidatas…
Numa dessa podiam voltar a Bíblia para o Latim também. Quem sabe, organizar fogueiras públicas onde possam ser queimadas toda e qualquer outra publicação não-católica cuja temática envolva a Bíblia e/ou suas “interpretações errôneas”? E já que estamos falando em fogueiras, podíamos queimar também todos os outros livros que não sejam ahn, digamos, interessantes para a “fé cristã”… que tal?
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+++

É da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura, disse Bento XVI

VATICANO - Papa Bento XVI reiterou com firmeza, em um encontro com estudantes e professores do Pontifício Instituto Bíblico, que apenas a Igreja Católica pode interpretar “autenticamente” a Bíblia.”À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo”, defendeu o papa, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes em comemoração aos cem anos da fundação da entidade pontifícia.
Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro “lacrado”.
Papa Bento XVI
“Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre”, disse.
De acordo com o pontífice, “por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura”, sendo esta “uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história”.
“Ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação”, explicou Bento XVI.
O papa relembrou também que o aumento do interesse pelo livro sagrado católico no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à constituição dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina.
Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.
Fonte: Estadão

o carater

Não adianta limpar o rosto
Nem engolir o choro
Não adianta secar as lágrimas
ou tentar esconder o pranto
Deixe que todos vejam
que falem, ou riam
Chore! Lave a alma...
Pois ainda assim, chorando
é melhor os que riem de si mesmos
há os que choram por dentro e nem o sabem
Todos choram...
Cada um ao seu modo
Chorar com lágrimas é dor moderada
Chorar sem lágrimas é dor extrema e elevada
Pense:
A luz moderada faz ver
mas a excessiva faz cegar
A dor moderada rompe em prantos
mas a excessiva faz calar
Ao contrário, a alegria branda faz rir
mas a alegria extrema faz chorar
Logo, dor maior é de quem ri
(ou chora com a boca)
E a estes que riem aviso:
Logo a graça acabará
Mas a você que chora digo:
Eis que seu pranto será consolado
Deixe que vejam
Chore! Lave a sua alma.
O Senhor enxugará o teu pranto.


Shalon Adonai♥


O SIMBÓLICO…

O SIMBÓLICO…

“Os indígenas norte-americanos, aqueles antigos sábios que dividiram o Círculo em quatro partes, relacionaram um animal para cada um dos Pontos Cardeais…
Destinando: ao búfalo branco, o Norte – que compartilha a renovação, da tipicidade nômade dos rebanhos; ao coiote pardo, o Sul - que ensina a sobrevivência, nos hábitos de caça das matilhas; àáguia dourada, o Leste – que oferece consciência, dada a característica dos vôos altos das aves e ao urso negro, o Oeste – que reforça os ciclos, pela referência da hibernação”.
Assim, herdamos – também das culturas indígenas de todos os Continentes, sentimentos e recordações inconscientes; ‘caçadoras’ e instintivas, que condicionam nosso comportamento consciente.Usar os princípios da Semiologia é fazer aproximações do significado dos símbolos, aplicando-os às nossas vidas.
Na Astrologia, particularmente, os símbolos são quase todos animais e podemos inferir dela características de tipos humanos, sem nos aprofundar na ampla – fascinante e compreensível: “Ciência do Firmamento”…

Onde todas as figuras estão lá – animais ou não, no Céu, colocadas pelos deuses como estrelas, brilhantes, por si mesmas, ou como planetas – iluminados pelo Sol e que levam o nome dos mitosa que remetem… Na Terra, os Elementos, dão o tônus das pessoas que influenciam.
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Assim, é possível fazer uma aproximação interessante e identificar aqueles arquétipos, girando um Zodíaco original, apenas pelo que representam seus símbolos… Tem sentido e é lúdico – brincando sério e fazendo o jogo dos mitos. Faça comigo, aqui: identifique-se também.
… Indivíduos do signo de Áries, por exemplo, lembram muito o desenho – translúcido, esboçado no Céu pela constelação de três plêiades: Hamal (a mais luminosa, simboliza inteligência, na sua estrela mais brilhante – curiosa pelo nome: Errai); Mesarthim (branquíssima, significa retidão; no intenso tom de: Alfirk) Sheratan (na verdade, várias – plurariedade; em: Aldemarin, a mais bonita delas).

São naturais e – de longe, praticamente se confundem com a paisagem… Parecem indiferentes, mas são capazes de ‘voar’ em livre e atraente criatividade, brilhantes como aquele carneiro que tinha a ‘lã-de-ouro’ e que engendrara, a Jasão, uma viagem de Argonautas.
São fulminantes como o raio de ZeusLíderes como Ele, sabem que têm testa forte. Não os provoque!Pois, familiares, têm um sentido de território muito nítido, e – exatamente por isso, agem por impulsos na sua defesa. Para se defenderem, atacam! Suas ‘arremetidas’ são fortes; os aríetes que derrubavam os portões das fortalezas dos inimigos de Roma…
Se quiser presenteá-los bem, faça-o dando-lhes uma ametista: quase roxa é a cor de sua aura…Andam pela vida emitindo o som dos ventos que vêm do Sul, impulsionando-os para frente, na direção de seus objetivos.
E… Longe de ser agnus-Dei, o cordeiro de Deusque ‘‘tira-os-pecados-do-mundo’’, mas se pudessem o fariam e nos dariam a Paz.
Caio Eduardo Ferreira do Amaral
Semiologia da Vida
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Veja mais sobre signos, lá:
E sobre nossas relações com animais, também: