segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A dominação do homem sobre a mulher

drogas, prostituição e religião...
quais são seus límites e possibilidades.

Uma abordagem sobre religião comparada e suas diferenças mais marcantes.

Just TV com Giraldhelli


domingo, 27 de setembro de 2009

carpendiar o que á de bom



eu me entrego a força que dá saúde
e a coragem de viver minha vitalidade,
para que possa me renovar a cada dia.

Que venha a muita criatividade e transcendência de coração,
para trilhar o caminho da afetividade e do delírico,
que esse afeto toque o coração das pessoas,
e desperte o prazer de estar vivo,
que eu renasça a cada ação de meu coração,
eu me entrego a transcendência...

a fusão com a força da totalidade e da plenitude,
que eu possa ser humano
e ir além de mim
evoluir
em harmonia,
nas ondas do caos...


Heberle

sexta-feira, 27 de março de 2009

coisas da alma emergir...


Quando nascemos somos conscientes da alma,
inocentes do medo e das negatividades.

Com o tempo a confiança é abalada e aprendemos a desenvolver
atitudes defensivas que, aparentemente, nos protegem da dor.

Ocorre uma mudança em nosso interior
e passamos a ser conscientes do corpo.
Adotamos uma identidade que reflete nome, forma, posição.

Mas por trás desse véu ainda existe a pureza original.

Redescobrir a consciência da alma faz re-emergir nossa inocência.

Brahma Kumaris...?

descobrir sua real essência



a via é o auto conhecimento..
A Dimensão Espiritual do Eneagrama - As Noves Faces da Alma - Sandra Maitri A Dimensão Espiritual do Eneagrama - As Noves Faces da Alma - Sandra Maitri THIS IS YOU

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ler devia ser proibido!


Afinal o que é proibido é mais gostoso porque é proibido,
ou é proibido porque é mais gostoso....heberle

Veja esse ensaio abaixo muito interessante.

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incómodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna colectivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammon

saber mais:
wikipedia
voce sabia que a leitura da biblia já foi proibida por ser perigosa ao publico leigo...


algumas obras que foram proibidas pelo Index Librorum Prohibitorum et Expurgatorum, pela Igreja catolica consideradas como contrarias ou prejudiciais a sua doutrina foi abolido apenas em 1966 pelo Papa Paulo VI.
Lista de Los Libros dos Lista de Los Libros dos darkpunk17

quarta-feira, 18 de março de 2009

O amor como caminho essêncial

O amor tem lá suas categorias?
Existem arquétipos do amor?
Será que é possível entender os diversos modos de ser
e a presença desses arquétipos em nossa vida?
Entendo essas categorias não como modos absolutos
mas como meios de se trilhar os caminhos do amor,
o amor possível, o amor nosso de cada dia!



O John Alan Lee Prof. de psicologia, em seu trabalho diferencia 6 tipos de amor
ou arquétipos.
Bem isso foi em 1973, hoje sociedade de consumo muda nossa ótica e forma de ser
a cada.
Já os arquetipos que Dr. Lee fala são tendências que podem ser observadas podendo aparecer conjuntamente e não se excluem, podem estar perfeitamente combinadas.
Se tabuladas podem um dia dizer e esclarecer sobre o comportamento e falar mais sobre as coisas do coração.
Como sabem, nosso caminho para união interior passa pelo amor!
Entender sua dinâmica e diversidade é o caminho do auto conhecimento!


Vamos ver sobre a relação amorosa e seus arquétipos:

Mania (do grego “ destempero e loucura”), quem nunca viveu um amor louco, ou ciumento que atire a primeira pedra.

O amor possessivo é determinado pelo ciúme. Altos e baixos emocionais, se alternam, dependendo ou não do fato de um ciumento estar seguro em relação ao parceiro.
Idéias de um eventual infidelidade do parceiro são vividas pelo ciumento com sofrimento e determinam tudo.
• Se o parceiro não dá atenção eu me sinto doente.
• Quando estou apaixonado tenho dificuldade em me concentrar em outra coisa.

Ludus (baseado nas festividades da antiguidade)

No amor lúdico, extraviou-se a liberdade sexual. O amante lúdico vê sua atratividade
Confirmada a cada nova conquista. Por isso procura aventuras e não relação duradoura.
Muitas vezes sustenta vários relacionamentos ao mesmo tempo.
• Já tive de impedir que dois de meus parceiros descobrissem a existência um do outro.
• Divirto-me jogando o “jogo do amor” com vários parceiros.

Pragma (a utilidade, muito comum hoje em dia e acho que ao longo da história humana o mais presente)


O amar pragmático escolhe o parceiro a partir da razão e com o objetivo de um relacionamento vantajoso. Os sentimentos tendem a ser reprimidos ou minimizados. Os amantes pragmáticos tem uma idéia exata do seu futuro, com o qual o relacionamento deve combinar.
• Planejo minha vida com cuidado antes de escolher um parceiro.
• Só entro em um relacionamento amoroso se nossos planos combinam.

Storge (cooperativo)

O amor amigável é o resultado de interesse e hábitos em comum; muitas vezes brota de uma amizade existente. Os parceiros cooperam bem e raramente briga; confiança e segurança estão no centro da relação.
• A melhor forma de amor surge de uma amizade.
• Meus melhores relacionamentos surgiram de grandes amizades.

Eros (baseado no Deus Grego do amor)

O amor romântico é tema de inúmeros filmes e romances.
Caracteriza-se por paixão e atração sexual intensa e satisfatória.
• Meu parceiro e eu estamos na mesma sintonia sexual.
• Nossa vida sexual é muito intensa e satisfatória.

Ágape do grego amor ao próximo

Se um relacionamento se baseia essencialmente na disposição ao sacrifício e no altruísmo. Lee fala do amor altruísta: aqui o bem estar do parceiro esta acima do bem próprio.
• Prefiro sofrer a ver meu parceiro sofrer.
• Geralmente estou disposto a subjugar meus desejos aos do meu parceiro.

Isso me lembrou de certa forma as categorias de desenvolvimento
da psique dada por Maslow, que ele chama de hierarquia de necessidades.
Que fala da busca da realização da existência, que de certa forma todos temos como panos de fundo, por mais comuns que sejam nossos desejos ou instintos em nosso desenvolvimento.



Daí me pergunto seria o amor um necessidade primordial, uma categoria ou arquétipo que permite o ser humano se realizar em sua psique em relação a outro ser humano.
Se assim somos porque não temos um educação amorosa para a vida?
Ainda temos tabus regras sociais, normas que tentam regular essa conduta.
Mas que ética é essa que vem do nosso ser e se manisfesta em nossa vida...

Já que rupturas, traumas e decepções se interpõem em nosso caminho de realização...
É válido pensar sobre minha motivação e meus modos de amar....
Como vemos existem várias formas de amor e de se amar.
Todas elas valem a pena...
As sem formas de amar, como diria Drummond,e você tem a sua preferida
ou combina algumas para ver no que vai dar?!!

Todas elas parecem bem satisfatórias; existe até o oposto disso o hedonismo a adoração do eu, indivíduos altamente centrados, que só enxergam a si e suas necessidades e onde alguns usam os outros com propósitos de manipulação,
tudo isso me nome do amor.
Basta assistir a novela das 8 e ver como estamos confusos em relação a isso, o amor.
Bem amigos, “Ame e dê vexame “ lembrando Roberto Freire.
Pessoalemnt acredito que amizade é um forma de amor que me acompanha e me permite realizar meu Self!
Heberle


Aprenda mais em O mapa do amor de Ailton Amélio.
A triangular Theory of Love Psychological Review.

Abraham_Maslow
Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow
uma critica a Maslow


Só louco Naná Cayme embalou minhas tardes de assistindo
O Casarão um novela sobre o amor,
que nunca mais vão fazer outra igual.
heberle babetto

terça-feira, 17 de março de 2009

o amor na antiga Grécia e outras histórias

por Paulo Ghiraldelli Jr.
em 31 janeiro 2009 às 2:00

Seios fartos, bons quadris e maturidade atraem os homens. Há beleza e sensualidade na mulher com esses predicados. Todavia, seios diminutos, corpo fino e ar exageradamente juvenil também atraem os homens. Há beleza e sensualidade na mulher caracterizada por esses atributos. No segundo caso, a semelhança entre a moça e o efebo, o jovem grego que era objetivo de desejo de homens maduros e mais sábios, é notável. E é a partir dessa semelhança que se pode costurar a linha que liga nossa sensualidade moderna com a sensualidade da Grécia clássica, a fim de construirmos modos de entendimento do amor sexual de filósofos como Platão.


Platão dizia que o efebo, sem pêlos e ainda desprovido de cheiro masculino, era o que havia de melhor recomendado para o amor do homem maduro. Os gregos cultos que tinham essa preferência não se locomoviam no amor sem regras cuidadosas. No caso, a regra da penetração anal era relativamente bem observada. O homem maduro que penetra o efebo deve ter o cuidado de não fazer dessa atividade uma prática de submissão que termine por quebrar a determinação do jovem. Ou seja, o sexo é claramente visto como uma relação de prazer que não pode ser outra coisa que não uma relação de poder. Então, se assim é, o melhor que temos de fazer é fazer bem. O amor do homem maduro com o efebo deve ser um elemento de crescimento para ambos, e de benefício social e político para a cidade. Deve ser o compartilhar da beleza, do companheirismo, da ampliação da capacidade de amar e, ao mesmo tempo, não pode ser um fator capaz de tornar o cidadão ateniense uma pessoa que se dobra facilmente.

O ato de penetração é corporalmente um ato de dominação física. As mulheres americanas que após os anos 60 quiserem fazer sexo “por cima”, assim agira para tentar reverter a ligação do sexo com o poder. Mas isso foi em vão. No mundo todo a tendência do coito “de quatro” voltou a ser moda. E mesmo nos Estados Unidos essas coisas estão se alterando, estão se “latinizando”. Os gregos sabiam bem de que essa posição era mais atraente, anatomicamente mais condizente com nossa ancestralidade animal e, portanto, biomecanicamente mais fácil. Sabiam também que isso era fator de ampliação da simbologia do domínio, e então, cuidavam para que a penetração não viesse a ser fator de desmoralização do penetrado. A grande arte do homem mais velho ao penetrar o efebo era que isso fosse um momento de prazer a dois, mas que não viesse a alimentar uma inferioridade futura por parte do mais jovem. Em qualquer cidade grega, democrata ou aristocrática, mais ou menos militarizada, essas regras se fizeram sentir, especialmente entre os mais cultos. Mas, é claro, a relação do efebo com o homem mais velho foi uma prática característica de Atenas, e bastante comum no meio filosófico.

Vários filósofos que tiveram amantes homens e amantes mulheres sabiam disso. É difícil atribuir a Platão algum gosto por mulher. Platão deixou registros de uma preferência exclusiva por homens e, e´claro, jovens. E ele sabia bem dessa pedagogia da penetração.

Toda essa discussão pode parecer esdrúxula para os que não possuem ouvidos para entender o que estou dizendo. Mas, para os que conseguem compreender o que estou dizendo, todo o segredo da filosofia grega pode ser revelado a partir da atenção que dermos para a penetração grega.

O que estou tentando dizer é que toda a filosofia grega, como sua pedagogia, caminha no fio da navalha. Trata-se de uma arte da sutileza. Como ser penetrado todos os dias e, ao mesmo tempo, não dobrar a coluna metaforicamente após tê-la dobrado fisicamente? Ora, se o grego não sentisse que o coito anal era um ato de poder, tudo seria fácil. Mas, uma vez que os registros mostram que ele tomava a penetração como ato de poder, e que fez uma regra para cuidar disso, então as coisas devem ser tomadas a sério. Pois o que houve para que pudessem conviver assim foi só uma coisa: eles realmente caminharam no sentido de uma espetacular capacidade de harmonizar ações. Em outras palavras: amar demanda saber usar do corpo de uma forma especial, requer um cuidado com os sentidos para si e para o parceiro. Sendo assim, só pode amar sexualmente sem corromper o outro quando se é educado corporalmente. O domínio que não humilha ainda que seja efetivamente domínio está estampado na arte da penetração grega.

Essa mesma regra ou, melhor dizendo, essa arte, vale para a filosofia grega. Nós modernos fazemos filosofia de qualquer jeito. Até por uma razão simples: somos burgueses, mal educados, grosseiros. Somos operários da filosofia, não propriamente amigos do saber. Vamos para a universidade e vomitamos discursos que não seguimos. O grego filósofo não. Ele precisa ter cuidado. Cuidado, uma palavra que tem a ver com outra: cultivo; cultivo de cultivar. Culto: o culto da planta, o culto aos deuses, o homem culto. Tudo tem de ser feito com cuidado. Pois não se trata de atos bárbaros. O que está em questão é a delicadeza, a capacidade de penetrar sem humilhar, sem tornar o outro um servo. Cada homem mais velho que tem um efebo de amante precisa aprender essa difícil e sofisticada lição do mesmo modo que aprende que a filosofia é também doutrina prática e não só investigação teórica. O filósofo vive sua filosofia. É sofisticado por causa disso, porque toma sua filosofia como forma de educação, e não pode se desviar dela. A mesma perícia de penetrar e dominar sem humilhar aparece na habilidade de antes viver a filosofia do que berrá-la na frente de quadros negros ou coisas similares. Os gregos foram antes de tudo, sofisticados. É isso que é difícil de compreender, pois nós há muito perdemos a nobreza de comportamento. Nossa filosofia é burguesa, quase operária.

Todos os problemas de filosofia que vieram da Grécia antiga exigem o mesmo cuidado que a regra da boa penetração grega exigia. Por isso, não raro, sofremos para entender alguns problemas simples da filosofia grega. Não é pela dificuldade do idioma que temos poucos especialistas em filosofia antiga. É porque a filosofia antiga exige sofisticação nobre de comportamento. É possível ensinar filosofia moderna ou contemporânea. Mas como ensinar filosofia antiga? Filosofia antiga é algo que nos chama para viver. Mas nós, aburguesados, sem modos, somos capazes de exercer a filosofia que exige sofisticação integral? Não! Nós fazemos amor como javalis, não como porcos. Fazemos sexo de um modo que é o modo como fazemos filosofia, um modo meio que do “filisteu da cultura”. Não sabemos penetrar. Falta-nos a capacidade da sutileza.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.
para saber mais entre na
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segunda-feira, 9 de março de 2009

por um dia novo dia da mulher

Curioso lembrar que como as coisa vem e vão,
na história humana já ouve momentos em que o status da mulher ou sua posição e relevância na sociedade eram enormes, nos períodos da sociedade matriarcal onde o feminino era venerado e percepção da Divindade era um força ou princípio feminino responsável pela sustentação da vida a união da sociedade e sua sobrevivência provavelmente e agricultura tenha sido inventada por uma mulher, já que os homens eram afeitos a guerras e não tinham tempo para outras artes rsrsrs.
Vênus do Paleolítico

Vênus de Lespugue Réplica


Vênus_Von_Willendorf


Na virada das eras os homens não só conseguiram convencer as mulheres de eram inferiores, como deviam a eles submissão e obediência cega,
para que isso desse certo criou-se uma mitologia toda especial, onde Eva a mãe dos humanos era responsável pela entrada do mal na terra, de passagem Deus a criou depois do homem como uma mulher tinha um caráter infantil, indefesa, curiosa, sem disciplina e rebelde.
Pode ler no Genesis 2:21-25, 3: 6-24

A partir desse momento ela passou a ser a origem do mal a responsável pela queda não só do marido Adão mas de toda a humanidade o que parece bem simples.
Existia na Grécia Pandora que liberaa os males para o mundo devido a sua curiosidade,
Pandora a abelhuda, cada povo tem o seu mito semelhante.

Esse tema do gênero feminino estar em segundo plano em uma sociedade patriarcal é recorrente até hoje e pode-se ver o impacto na formação das pessoas de sua consciência do seu modo de ser e se relacionar com á vida.
Apesar dos avanços, as mulheres ganham menos, são vítimas de violências e escravidão.

E como a Natureza é dita Mãe Natureza, gênero feminino, seguimos o caminho violentando estuprando seus recursos, poluindo o meio ambiente, afinal é assim que tratamos a “mãe o eterno feminino”. Isso só se dá pela visão pobre do feminino da sua importância de seu papel em nossa sociedade.

Essa visão e seu discurso dominante, de nojo, de medo e violência com o feminino conduz tanto o gênero feminino e masculino a um beco sem saída é conhecida como misoginia.
que quer dizer segundo o Aurélio:
misoginia
[Do gr. misogynía.]
Substantivo feminino
1.Desprezo ou aversão às mulheres.
2.Psiq. Repulsa mórbida do homem ao contato sexual com as mulheres. [Antôn.: filoginia. Cf. ginecofobia.]


Essa misoginia é danosa a todos nós e nossas relações ficam limitadas, nossa expressão é tolhida e nossa evolução seriamente comprometida.
As visões mais nutridoras, relevantes e essênciais para nossa evolução hoje têm a ver com uma interferência do feminino ou de um olhar feminino na Terra, como a noção de ecologia, cuidar da casa um ato feminino amoroso, afetivo que pode ser praticado por homens e mulheres, no caso a casa é o planeta e a sociedade a familia.
Já o conceito de Ecossistema que é interdependência, conexão, ligação com a vida
também é vital.
Se trata de uma visão de sabedoria de aceitação da diversidade e é emancipadora.

E como diz o próprio Genesis se somos feitos do barro então a Mãe Terra deu os elementos aos seus filhos que constituem nosso corpos aminoácidos, proteínas, carboidratos, somos feitos da matéria, do latim Mater ou Mãe, o que não significa impuro ou inferior,nossa origem vem da terra,e dela nossa corporeidade sem corporeidade não há sentido em existir nesse mundo nesse planeta, eis a metáfora salvadora do Genesis.



Essa conexão com a matéria com a vida é uma visão espiritual do real.
Seguimos a vertente do industrialismo, do cartesiano e da falta de reflexão.
O que deu errado então e como não voltar as eras antigas por ciclos que já passamos e sabemos não devemos voltar...

A chave é uma educação voltada para o sensível, o belo e integrada a razão, a percepção do útil, que pode abrir caminhos para uma existência mais significativa.
Devolver as pessoas aos seus potenciais plenos, tanto homens como mulheres e dotá-los de sentimentos, emoções e reflexão sobre o existir.
Permitir cada pessoa viver sua singularidade dentro da diversidade.
Acredito que isso passa por um caminho dito do meio,
como diz Budha, o caminho do equilíbrio.

Cada ser humano aprende pelo convívio, por suas trocas e compartilhamentos.
Claro o objetivo da existência era sobreviver, daí homens e mulheres se associarem em tribos, com seus códigos de honra e modos de viver bem peculiares, as guerras, os enfrentamentos, os saques são lógicas que ainda dominam e estão presentes, mas fomos capazes de perceber que a guerra não traz o lucro esperado e esse modo predatório tem um alto custo e impacto em nosso ambiente e destino.
O que falta agora depois ver?

Mudar o modo de criar nossos filhos, de viver o cotidiano, de cobrar atitudes superficiais e desequilibradas.
Acima do gênero feminino e masculino, existe o gênero humano, o que não quer dizer que nos homens temos de nos efeminar... Mas que podemos integrar em nossa psique um elemento enriquecedor que traz sentido e vitalidade a nossa existência, a integração da razão e da emoção, um casamento interior, Hieros Gamos.

Acredito ser essa uma lógica fundadora e primordial.
O que isso significa incorporar essas novas lógicas as políticas públicas, políticas de família, criar uma sociedade voltada para a evolução do gênero, desenvolver a ética humana, bem como nossa identidade terrena, nossa ligação com esse cosmos.
Traria um avanço sem precedente na história humana.

Integrar essas lógicas aos nossos modos de ser e existir.


Apesar do sexismo hoje presente, a separação do gênero masculino e feminino e as tensões presentes, dizer que as mulheres são de um jeito e homens são de outro e uma redundância, na verdade são mesmos e ao mesmo tempo estamos cada vez mais parecidos.
O que digo e penso é que temos muito aprender uns com os outros...
Sobre nossa humanidade.
Somos iguais em direitos e diferentes em nossa singularidade.


Mas a falácia da homenagem a mulher como diz a antropóloga Gilda Castro é que ela passa longe da realidade cotidiana de cada pessoa humana onde hoje persistem violações, discriminação e a disparidade da dependência econômica, os assassinatos, incestos e a pedofilia...

Que realidade é essa onde as mulheres não se mobilizam em sua totalidade
para mudar esse quadro nefasto...

O bizarro prevalece as vezes em tom de ironia, onde um Arcebispo
uma pessoa versada em lei e filosofia, excomunga uma mãe e equipe médica que praticam um procedimento para salvar a vida de um criança de 9 anos
vítima da violência do estupro e deixa de fora o padrasto,
o violador da vida e da inocência da criança não é excomungado.

Um procedimento que levaria a perda da vida da criança
é defendido pelo padre para salvar vida, com base na lei de que não matarás...
Matar para salvar ou deixar ao léu, eis a questão...

Dom José
Dom José esta certo matar é crime para Deus, mas não se esqueça das exceções a regra,
os israelitas entraram em Canaã com permissão de Deus e mataram todo mundo que estava lá sem dó nem piedade, para tomar posse da terra prometida que manava leite e mel, Davi matou Golias inimigo do povo de Israel.
Jesus foi sacrificado por nossa salvação, isso foi assassinato e teve a benção divina,
com um atenuante foi voluntário e feito com amor.
Será que essas aparentes contradições seguem argumentos teológicos de que os fins justificam os meios...

Mas agora temos de nos perguntar a luz da fé, do amor do discernimento e da consciência e deixar o dogma de lado.

O que o amor faria nesse caso da menina?!
Aborto hoje é um questão de saúde pública.
e sociedade tem de pensar contracepção a prevenção de gravidez e planejamento familiar por amor e zelo com a família.

Nos Estados Unidos recentemente a administração Bush desencorajou e boicotou as ações da saúde que visavam imunizar com vacinas as mulheres do terrível do HPV- o Papiloma Vírus, que causa câncer cervical e destrói no cólon do útero, mata milhares de mulheres por ano, motivo isso iria aumentar ao nível de promiscuidade das adolescentes...

São exemplos de como as mulheres estão "abandonadas" e tem muito a avançar em todos os sentidos seja em países ricos ou pobres.
Mulheres do mundo Uni-vos!!!!!!!


A vida tem seus paradoxos e contradições...

Mas o que vale é o símbolo que existe,como um lembrete de uma realidade possível e desejável...
Feliz dia das mulheres!

Que cada dia seja melhor que ontem e que o amanhã seja melhor que hoje!!




A Propósito o mito bíblico foi desvirtuado na matriz existem duas historias da criação em paralelo a outra, no Genesis a 1º Gênesis 1: 26 onde Deus criar homens e mulheres juntos e os fez a sua imagem, sem metáforas...
Se ler ao pé da letra como os fundamentalistas, Deus é masculino e feminino.
Deus: “façamos o homem a nossa semelhança, e Deus passou a criar o homem a sua imagem macho e fêmea os criou e os abençoou”

A 2º Genesis 2:7 em diante... onde o homem é criado com poderes de guarda, controle, domínio sobre o desejo da mulher, sobre que pensa e fala, uau esqueceram de avisar minha mulher!!! Rsrsrsrs
Claro que essas lógicas dominam discursos modos de ser e visões de vida de muita gente ainda hoje!!!
Um roteiro prático e seguro e mantém as coisas nos eu devido lugar!!

Quando uma criança de 9 anos é estuprada e tem de dar a luz faça chuva ou faça sol em função de um dogma fundador, temos de preservar a vida em sacrifício da sua, natural já que Jesus deu sua vida por nos...

Isso significa que podemos continuar sacrificando, jovens, meninas e meninos, mães, a vida até quando...
São absurdos de quem tem com visão o feminino como descartável inferior e sujo.
Para quem ainda dúvida os ditos bons tempos não voltaram...
Veja o corpo dessa visão no livro malleus maleficarum.

Um nota de alerta, o que era um visão do natural, holística, ecológica da relação do humano com a natureza foi chamada de Bruxaria, ou artes de Satã.
É exemplo que explica como essa visões tardias podem contaminar e cegar o ser humano.

Em 1480 o papa Inocêncio VIII encomendou um guia de caça as bruxas, “Maleus Maleficarum” ou “Martelo das Feiticeiras” á dois dominicanos “Kramer e Springer” HEINRICH KRAMER - JACOBUS SPRENGER Malleus Maleficarum (El martillo de los brujos), um exemplo de misoginia medo e ódio do feminino que matou milhões de pessoas mulheres e homens.

O Martelo das Bruxas
21 páginas

Malleus Maleficarum


Um caminho onde a sacralização da família e do espaço de convivência e da vida, permite abrir novas percepções, novos campos de desenvolvimento ético,
como preconiza o humanismo secular não um retorno ao humanismo da luzes ou descrença do niilismo, mas um revisão de tudo que foi perdido e dos descaminhos hoje impostos a todos.
É preciso refletir para saber viver e retornar a sabedoria fundadora que sustenta a vida em coletividade em um mundo cada vez mais desintegrado e fragmentado por visões do caos e visões perdidas onde os falsos deuses da modernidade reinam.
O que é um paradoxo, uma contradição a ser superada.
heberle babetto




Para saber mais:
wikipedia Malleus_Maleficarum
sacred texts
texto original traduzido
malleus maleficarum org
a Bruxaria como afirmação do poder espiritual de Márcia Cristina Rodrigues.
Malleus Malefic Arum guia complete
Bruxaria o Inicio
National Institutes of Health: witchcraft

quinta-feira, 5 de março de 2009

Hieros Gamos o diário de um sedução...

Um romance de Noga Lubicz Sklar sobre relacionamentos amorosos na internet; baseado em encontro real.

Dica de um livro de cabeceira leia o livro e doe a esta artista da escrita
um trocado se Baixou um Hierosgamos...

"Divirtam-se. Aproveitem. Agora, se você ainda acha que escrever é profissão pra sustento, e não só profissão de fé, pode baixar do MeMo com um donativo de um tostão ou dois para a autora: rola por lá o preço voluntário e eu, penhorada — ou melhor: já penhorando tudo —, agradeço. Nada disso, é claro, se compara ao prazer inenarrável de ler o Hierosgamos-papel, enroscada na cama, no seu tesão privado de alcova, inebriada pelo perfume rosa-choque da bela capa. Eu recomendo, fala sério. Bom fim de semana."
Noga

Noga Sklar




Rio de Janeiro
Brazil
Noga Lubicz Sklar
veja seu curriculo...
Rio de Janeiro, RJ
HIEROSGAMOS - DIÁRIO DE UMA SEDUÇÃO
ISBN : 8599822608
Brochura - 16 x 23 cm
1ª Edição - 2007 - 256 pág R$ 34,90

outros livros ...Crônicas irônicas de Ulisses
www.noga.blog.br
outros sites overmundo

Noga Lubicz Sklar é escritora. Graduou-se como arquiteta e foi designer de jóias, móveis e objetos; desde 2004 se dedica exclusivamente à literatura. Tem dois livros publicados: Eu, Xamã e Hierosgamos; e um livro de crônicas em vias de publicação: Crônicas Irônicas de Ulysses



Hierosgamos - Diário de uma sedução



Língua - Os múltiplos gozos de Ulysses

crônicas irônicas sobre o Ulysses de James Joyce
Língua - Os múltiplos gozos de Ulysses

A emoção é a regra

As relações humanas elas evoluem, já os mecanismos que regem essas relações muitas vezes são desconhecidos mas temos um herança maldita que contamina as relações humanas e muitas vezes e tornam complicadas as relações, o chamado racionalismo uma atitude científica com foco apenas na razão, que são a base da sociedade industrial e pós moderna.
E ainda temos os efeitos negativos da vida conteporânea, sua agitação e nosso estilo de vida desequilibrado e desaraigado.
Como lidar com esses aspectos negativos e criar um estratégia para gerenciar o stress sem perder a vitalidade...


A resposta para isso e a compreenção dessas questões podem se encontradas no funcionamento de nosso cérebro.
Nosso cérebro evoluiu em 3 camadas ao longo de milhões de anos.
E guardam nessas camadas armazenadas, memórias, lógicas, as escolhas e as tendências dessa evolução, apesar de nossa pretensa racionalidade, essa é a raiz de nossa humanidade.


Muitos dos problemas atuais afetam nossa estrutura interna e levam a rupturas, depressão, sindrome do pânico e varias neuroses e psicoses.
Embora tenhamos escolas para nos educar e nos ensinar a ser racionais, bem formatados, não temos um educação amorosa, afetiva e que permita o auto conhecimento e equilíbrio interno de nosso ser.
Os mecanismos de cognição que permitem esses equlíbrio só agora estão sendo desvendados e estudados.
A tradição indiana a mais de 4 mil anos através do fisiologista Patanjali, foi a primeira a descrever e propor modos de desenvolver o cérebro a mente e o corpo
de modo integral.
Essa tese foi chamada de Yoga e hoje muito popular no ocidente como Hata Yoga e suas variações.
Sua visão singular descreve o ser humano dotado de um sistema energético, que pode ser trabalhado para o seu equilíbrio, proporcionando saúde mental, emocional e física.
A parte do sistema chamado Hata Yoga era direcionada a parte física, onde o praticante poderia controlar e desenvolver as correntes de energias e limpar o organismo de toxinas com notável efeito sobre a psiqué.
O sistema em sua totalidade incluía higiene corporal, física e mental e não apenas física como é hoje disseminada.
Muitas das descobertas de Patanjali tem sido comprovadas em paralelo pelos estudos atuais de neurologia e cognição.
O Sistema de Yoga pode ser aplicada a mente contemporânea e ao nosso estilo de vida atual para se obter e preservar a saúde.
Estamos referindo as práticas da Yoga fora do seu contexto religioso, do uso dos princípios e práticas para condicionar e equilíbrar o corpo e a mente.
Com a prática da yoga a atividade elétrica do cérebro pode ser equilibrada e dinamizada, o que permite integrar as camadas do cérebro em suas atividades
altamente que são especializadas.
E com impacto benéfico na emoção e no físico.

É sabido que a libido é controlada por atividades hormonais, pela qualidade do sono, alimentação e estilo de vida.
Esses vetores recebem benefícios da prática da yoga.
A parte do cérebro reptilínio que controla instinto reprodutor, as resposta de alarme e defesa da vida e regulam a atividade sexual são estimuladas e nutridas,
o que permite integrar diversos aspectos de nossas vida e fisiologia,
através dos exercícios com a prática da yoga.
É com se fosse um Viagra natural, sem os efeitos colaterais.
As camadas externas do córtex com seus respectivos lobos também são ativadas beneficiando memória os sentidos, a cognição e qualidade de nossas emoções.
É como uma espécia de ginástica do cerébro.


As sensações de angustia, medo ansiedade, todas surgem da região reptilínea,
em contrapartida a parte externa do córtex que cuidada da cognição superior ou racional é afetada por sua atividade.
Em caso de desequilíbrio é possível entender que há química em nosso cérebro afeta nossas relações humanas e escolhas que fazemos, só não sabemos precisamente como ainda em toda a sua extensão..

Mas os estudo de neurociência tem avançado aonde a Yoga não tinha estado nem documentado, embora sua aplicação seja prática e funcional a todos nós.
O correto é que química do cérebro é regulada por um série de vetores que são estimulado pela Yoga, o único trabalho que eu li sobre essa relação descrita e pesquisada foi de um Neurocientista Dr. UMESH RAI, detalhando o controle da asma e de doenças psicosomáticas.



O fenômeno que torna a mente desequilibrada é chamada de dualidade, ou fragmentação da mente, vivemos todos assim desse modo, se a yoga sinaliza por um retorno ao equilíbrio em um sociedade onde somos bombardeados por milhares informações , milhares de estímulos desordenados que nos desagregam e tiram nossa paz é interessante ter um estratégia para se viver nesse turbilhão.

A base da yoga é energética e fisiológica
e não auto hipsnose ou controle da mente, nem pensamento positivo embora aborde a higiene mental.



Meditar eu comparo ao ato de surfar em um onda gigantesca você não esta no controle mas tem aprende a sincronizar seu corpo, sua emoções, seu intelecto,
cada parte de você, para não ser jogado fora da onda.
Este estado de consciência é chamado Samadi ou estado de alerta e presença.
O que é bem diferente de desligar da realidade.
Mas de auto consciência e o que é comparado pela metáfora da iluminação.



É possível que as bases do processo de Hieros Gamos, de união e integração do ser humano, estejam aí mesmo em nosso corpo, debaixo manto de nossa consciência,
o que abriria um novo estágio para nossa evolução.
Vale a pena pesquisar e investir em nosso ser.
Heberle Babetto


Escolas de Yoga que encontramos no Brasil,
Asthanga yoga,
Hata yoga,
Jnana Yoga,
Sahaja yoga


Fontes:

Dr. Umesh Rai, Benefícios da Sahaja Yoga para a saúde
Artigo apresentado em The Indian Express: "Cura fácil"

Download


"bases neurais do complexo exercício da meditação"

No Brasil

A INFLUÊNCIA DE TECNICAS DE YÔGA NA ATENUACAO DA SINTOMATOLOGIA DE PACIENTES COM TRANSTORNO DE PANICO de Camila Moura Ferreira Vorkapic.

Neurofisiologia da Meditação
Autor(es): Marcello Árias Dias Danucalov; Roberto Serafim Simões
Editora:PhorteData da Publicação Agosto 2006



O Campo da Neurociência

sábado, 28 de fevereiro de 2009

a vida e a filosofia da vida: Caio Fabio


Achei interessante essa serie de entrevista de Caio Fábio,
ele cita por base muito da filosofia estóica, poxa afinal são 2 mil anos de criistianismo que nos separam e ele fala das mesmas angustias ,
das mesmos dilemas e frustrações que um cristão hoje vive ainda
é semelhante aos dilemas de 2 mil anos atrás.
O que achei genial é que ele fala da contradição com o elemento
que fala de modo gritante, afinal se somos salvos em Cristo,
como nossas almas ainda estam tão angustiadas,
como chegamos a esse estado geral das coisas.
Heberle

Perfil
Caio Fábio é psicanalista clínico, conferencista e escritor de mais de 115 livros sobre espiritualidade.
Um dos maiores pensadores e escritores do Brasil. Vendeu mais de 6 milhões de livros. Mentor do movimento Caminho da Graça com núcleos comunitários terapêuticos espalhados pelo Brasil e inclusive no Exterior. Dedica-se especialmente a responder a milhares de cartas no seu site http://www.caiofabio.com um dos mais visitados, com índices de milhões de acessos.

Entrevista Caio Fábio em 4 partes.

Tema Internet, da virtualidade e da fragilidade da pessoa humana.


Tema: Casos de Violências (Eloá) e Drogas, legalização das drogas e impacto disso hoje...


"Bem dizia Camus que o único problema realmente sério é o do suícidio, pois ele tem a ver com a questão de se a vida é digna ou não de ser vivida" (ALVES, Rubem, O que é Religião? Ed.Loyola, pp.34)

Tema: Morte do Filho Lukas


Tema: Morte e Eternidade,
medo da morte, meda da vida são semelhantes

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A busca do real enquanto caminho em sí mesmo....

Caminhos para a realização e príncipios de liderança para um Sec. XXI

Tive e felicidade de conhecer Roberto Crema na Universidade da Paz,
e essa palestra dele me tocou na época em questões que
acho fundamentais a todo ser humano que vive hoje já no século XXI.
Estamos vivendo hoje um processo dito de crise e de grande transformação,
seja nas relações de trabalho ou na ética do viver,
viemos de um sociedade mais holística e centralizada,
e hoje estamos no ápice daquilo que é o individualismo
e a dissolução das hierarquias, qual o ponto de equilíbrio...
e como cultivar arte do bom viver.
Somos pessoas que evoluimos com a vida.
As pressões que nossa sociedade e os desáfios que ela coloca
a cada um de nos estão postos.
Mas qual o preço e impacto de um vida alienada
e voltada apenas para o racional e da fuga de sí mesmo
em nossas vida pessoais, em nossa saúde, em nossa emoção...
Roberto Crema nos fala de coisa essências a nossa vida,
a nossa humanidade.
Como exemplo a questão da vocação e o complexo de Jonas,
de responsabilidade social, de auto liderança e disciplina,
de uma doença chamada normose que causa efeito de um modo muito singular, na forma de doenças funcionais, tão comuns hoje.
E hoje quase todo mundo sofre sobre seus efeitos de alguma forma...
Ele questiona sobre o que é ser humano,
e as dimensões humanas que podem nos iluminar.
Se existe um salvação, ela se dá por nossa própria humanidade
e pelos atributos que muitas vezes procuramos negar com nosso hedonismo
e outras maselas.
A vida é um processo de validação, de criação de significados e descobertas.
Também acho que existe espaço para o mágico, o inominável e o criativo.
Essa jornada da alma é se confunde com o próprio existir em sua plenitude.
Heberle


Sísifo,

"As perguntas que sempre nos retornam de alguma forma,
elas nos vêem em momentos que se mostram memoráveis,
assim se forma a sabedoria de vida..."

Heberle



Palestra na Camara dos deputados, Brasil, aos 14/5/1998.
lª Parte: A CRISE E A ESCUTA



Roberto Crema - Liderança no sec XXI - 1ª Parte



Parte 2 da palestra realizada em 14-5-1998
Da NORMOSE ao CONHECIMENTO DO SER HUMANO




Roberto Crema - Liderança no sec XXI - 2ª parte


Terceira parte da palestra Liderança no Século XXI:
Introdução ao Ser Humano e seus Arquétipos



Roberto Crema - Liderança no sec.XXI - 3ª Parte

O arquétipo do "COMPLEXO DE JONAS"


Roberto Crema - Liderança no sec XXI - 4ª parte


O que é o ser humano.
SOMA: nível físico/material do ser humano.



Roberto Crema - Liderança no sec. XXI - 5ª parte


O que é o ser humano.
PSIQUE - Dimensão psiquica.
O ser humano como "matéria animada".



Roberto Crema - Liderança no sec. XXI - 6ª parte


O que é o ser humano. NOUS -
A dimensão da psique em autoconhecimento, compreensão e paz.



Roberto Crema - Liderança no sec. XXI - 7ª parte




O que é o ser humano PNEUMA - Dimensão espiritual - A essência


Roberto Crema - Liderança no sec. XXI - 8ª parte


Liderança no século XXI. Da excelência humana à liderança.


Roberto Crema - Liderança no sec. XXI - 9ª parte


Liderança centrada na ideologia e na técnica.

Roberto Crema - Liderança no sec. XXI - 10ª parte



Liderança centrada no agora, na pessoa, no problema. O facilitador.


Roberto Crema - Liderança no Sec. XXI - 11ª parte



Liderança em harmonia com a totalidade.
O líder "centrado no amor".


Roberto Crema - Liderança no sec XXI - final


Sobre a Normose:
Normose - Anomalias Da Normalidade - Pierre Weil
Leia sobre o mito de Sísifo

Como lidar com a normose nossa de cada dia.
Veja o diz o PHD em Psicologia Jean Yves Leloup...

Caminhos Da Realização
O Mito de Sísifo de Albert Camus

A busca do real para mim significa resgatar a presença do cotidiano
de sua sacralidade, sei que nossa existência não é nenhum show de Barretos
ou coisa assim, afinal o cotidiano pode não ser bem sucedido quando
poderia ou deveria ser.
Pode ser tedioso ou banal as vezes estreito, nostálgico, culposo ou doloroso, e não vemos porque mobiliza-lo mais.
Mas na esfera humana da intimidade podemos encontrar novos modos de nos recriar
ao compartilhar a existência.
Sabemos que a sensação de que a vida de verdade corre lá fora existe,
afinal a grama do vizinho sempre parece mais verde rsrsrs
mas o quanto disso é um fuga do real, do cotidiano que criamos,
ou pior uma fuga de sí mesmo.
A sagração da vida é um caminho, uma escolha a toda essa atmosfera tóxica que foi criada nos ultimos séculos de desconstrução de niilismos as avessas...
Recriar a vida é urgente.
Bem estou relendo os estóicos e textos de humanismo secular.
Heberle




Breve Perfil:


Roberto Crema é psicólogo e antropólogo do Colégio Internacional dos Terapeutas - CIT, analista transacional didata, criador do enfoque da síntese transacional, consultor em abordagem transdisciplinar holística e ecologia do Ser.
Foi o coordenador geral do I Congresso Holístico Internacional (1987) e implementador da Formação Holística de Base, no Brasil (1989).
Membro honorário da Associação Luso Brasileira de Transpessoal - ALUBRAT,
Fellowship da Findhorn Foundation - Escócia,
coordenador do CIT-Brasil, vice-reitor da REDE UNIPAZ.

para sabe mais:
http://www.planetanews.com/autor/ROBERTO%20CREMA

a invenção do sexo

Sexo é uma reposta evolutiva da diversidade.

Um dos principios presentes na evolução é o da diversidade,
a natureza encontra diferentes formas de se fazer a mesma coisa,
para perpetuar a vida e por em movimento a evolução.
O origem do sexo remonta há 380 milhões de anos.
A fertilização interna teve início com peixes
que viviam em áreas tropicais, no período Devoniano.
Essa descoberta esclarece muito da história reprodutiva
dos vertebrados, inclusive dos humanos.

“Isso muda nosso modo de pensar na ‘evolução’ do sexo.
E influi também em estudos com humanos.
Somos vertebrados, então é nossa história” declara Zerina Johanson,
paleontóloga do Museu de História Natural de Londres.


Johanson e alguns colegas australianos
(os fósseis dos peixes foram descobertos na Austrália),
que realizaram os estudos, deduziram que a copulação
era comum entre peixes “placodermos”, que eram muito
similares ao tubarão, depois de encontrarem embriões
dentro de fósseis desses animais.

Encontrar evidências de reprodução em fósseis é raro
e os paleontólogos, inicialmente, não perceberam o
que tinham diante de si. Pensaram que o pequeno
embrião encontrado dentro de uma fêmea fosse,
na verdade, uma última refeição.


Achava-se que a reprodução desses peixes era
feita da mesma forma que alguns peixes atuais –
os ovos e o esperma se encontrando externamente,
na água, onde é feita a fecundação.


Depois da descoberta do embrião, percebeu que
uma nadadeira inferior pélvica do peixe macho
possuía uma modificação, feita para que ele
se prendesse à fêmea na cópula, como acontece
com os tubarões.

Os placodermos, os mais antigos vertebrados que
possuíam mandíbula, eram predadores temíveis.
Eles possuíam uma “armadura” que cobria sua
cabeça e uma grande mandíbula. O maior fóssil
já encontrado era equivalente à um tubarão
branco avantajado. [Reuters , Telegraph]


Esses aspectos físicos do sexo demonstram
que a criatividade e inovação que sempre foram
o traço essencial da Natureza (Ou Deus...),
Mas os aspectos morais e emocionais, são mais
difíceis de se descrever,
o impulso pela vida, sua reprodução, a resposta
hormonal, bem como o aspecto afetivo de como
os humanos criaram algo completamente novo
o sexo com amor.
Se alguem já experimentou sabe que é gostoso...
mas também criamos variações com casquinha,
e com cobertura...
Como sexo para se divertir, sexo para vender,
sexo pra consumir, sexo lúdico, sexo compulsivo...
Essas respostas sejam culturais ou sociais também são ligadas
ao nosso desenvolvimento e evolução, estratégias para se viver.
Cada uma tem o seu significado e intenção que muitas vezes nos escapa...
Como disse Renato Russo Sexo mental não faz meu estilo...

Se é assim como explicar o surgimento da pornografia,
e das perversões sexuais e seu ampla consumo?
Que me leva a perguntar.
O que é um sexualidade saudável, já que se trata
de uma força natural, uma pulsão que tem de milhões de anos,
sem necessariamente ter um caráter moral.
Porque pervertemos aquilo que é natural...
Por que temos sentimentos de culpa, medo, pudor, nojo, em
relação ao sexo.
Acho que não existe apenas uma resposta a essas perguntas
como ser humano me permito experimentar
a existência com responsabilidade e plenitude.

Afinal são tantas siglas, Tri, Bi, PAN, GBLTV
ou Tetrahidrotolueno diluído em solidão...
sei lá, será que um rótulo define e encerra um ser humano ...
ainda tem gente que se diz normal,
o que é ser normal ...



Mas isso me fez pensar sobre como surgiu
o afeto e aquilo que chamamos amor...
o que a evolução diz a esse respeito...
Alguém tem uma ideia?





fonte:
http://www.reuters.com/article/scienceNews/idUSTRE51O5QN20090225
http://www.telegraph.co.uk/scienceandtechnology/science/dinosaurs/4806693/Sex-began-380-million-years-ago-a-fossil-of-a-pregnant-fish-suggests.html

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Dançar é viver !!!

A vida é um busca de vir e ser...
Como vida é uma dádiva é preciso ser gente e isso é urgente...
De todas as coisas que ainda restam e que não foram destruídas pelo martelo da desconstrução.
Resta saber ainda a nossa condição humana, às vezes precária comprometida pela falta de tempo,
pela indiferença, o cinismo, pela movimento de redução da vida, pelo consumo que nos consome ou tempo que nos devora.
Escutar a DINÂMICA DO CORAÇÃO, é um ato de heroísmo e de sanidade.
Uma busca da integração da Ânima- com Animus.
As nossas pulsões ou energias primordiais elas estão presentes em nós e podem ser despertas
Pelo movimento de nossa consciência ou de nossa expressão através do corpo.
Cada civilização tem um modo de despertar essas energias na tradicional Índia existe a Yoga e sua filosofia de vida, Na China o Tao e o Tai Chi um forma de yoga do movimento.
No Oriente com seus Sufis e Kabalistas e suas danças sagradas.

O que digo é que o corpo é o veículo do despertar e do gozo da existência.
O racionalismo nega isso por via de regra.
Equilibrar essas bioenergias, permite ao ser se realizar em vida, através dos impulsos primordiais e naturais da existência.
Prova disso é que várias culturas encontraram meios de fazer isso, através da ação e do movimento da consciência em união com o corpo.

Tudo isso para dizer que a dança é um modo de integrar e expressar essas energias.
A dança sempre em sua historia teve um papel de união do corpo a matéria com a essência
o divino, do Abstrato e do simbólico.
Tudo em nossa vida é uma dança, seja o casamento, a faculdade, o batismo de um criança.
“Tudo que se move é sagrado...”

Afinal essas energias e impulsos primordiais da espécie, chamadas de bioenergias, são a essência da própria vida.

Cada ato era dotado de significação e a medida que se perdia o significado dos atos começava o Tabu.
Uma ação desconectada do significado original, movimentos que se tornam mecânicos e automáticos, mas sem a vitalidade.
Diferente do ato consciente, que embora seja espontâneo é automático, mas sem tensão e consciente.
Ele vem da naturalidade do gesto, da consciência do corpo e de sua intenção.
A origem da palavra pecado surge do radical errar o alvo, nesse sentido a medida que vamos deixando de usar o corpo de modo natural e espontâneo nossas energias ou pulsões vão sendo bloqueadas inibidas, e
Travam o sistema que controlam o próprio corpo, que pode ser observado pela rigidez nas pernas e inflamações nos nervos na forma como somatizações desse rigor. Ditas couraças musculares.
Todos nos somos dotados de um desejo inconsciente de presença e plenitude e junto com este desejo um medo inconsciente de aniquilamento, dissolução do ego e suas construções, medo da vacuidade,do vazio.
E nossas rotinas e estilo de vida contribuem para esse vazio.
É vital Seguir o coração e suas energias dando vazão a elas
Dessa modo preenchendo esse vazio com vida e vitalidade o ato de dançar é pleno de significado
se deixar levar pela onda e o fluir do universo...
Por isso dançamos capoeira, dança de roda, aikido, e todas as formas de danças criadas para que essa energia se manifeste.
Afinal existir é um dança. Até o átomos elétrons fazem isso constantemente.



Certa vez Joseph Campbell disse:
“NÓS NÃO NASCEMOS HUMANOS,
NÓS NOS TORNAMOS HUMANOS”.
Isso significa que “O Ser Humano é um ser do caminho.
Cada um se tornará um ser plenamente humano à medida que investir nos talentos que o mistério lhe confiou”. (Crema)
È a dança da existência, ou seja através de nossa sua corporeidade que é um caminho do sagrado, a vida que é vital e natural se manifesta.
A dança é sincronicidade, é diálogo intuitivo e instintivo.
Essa idéia é tão antiga em torno de 4.000 a.C. surgiu uma representação da dança muito vigorosa, o Shiva Nataraja O Rei da Dança.



É a Dança de Shiva Nataraja, o deus da dança, que dança dentro de um circulo de fogo, indicando regeneração, sua ação cria e dissolve o universo enquanto dança, uma de sua mãos ele afasta o temor o medo da morte a outra abençoa a outra dissolve o universo, dança que simboliza tanto sua glória como o eterno movimento do universo que aniquila o mundo ao final de uma era. Seu pé direito pisoteia o demônio da ignorância, e o pé esquerdo levantado indica a liberação, em uma das mãos um tambor que significa o ritmo a marcação do tempo e sua transcendência.
Essa metáfora significa que através da ação a vida se regenera e se dissolve o tempo todo e a ignorância é afastada, afinal porque outro motivo Deus tem de dançar...
Rsrsrsrs.

SnappyHigh dança conteporânea em alto estilo,
com conceitos inovadores e supreendentes em sua coreografias

CEM Escovadas Antes de Ir Para a Cama

O que define a mudança de pensar e sentir coletivamente
é o costume isso nunca vem de forma homogênea e geralmente
são os jovens que trazem os ventos da mudança por isso
insisto em uma educação amorosa pautada na convivência
com os Pais.
Cada época tem seus hits e ondas, sua lolitas
e na minha foi os Embalos de sábado a noite,
hoje são tempos Crepúsculo e outros folhetins,
da hora das brunas surfistinhas, dos BBS da vida,
claro tudo tem sua profundidade e como todo fenômeno
que sã,o afinal na vida tudo passa e se transforma,
amedidad que olhamos de perto,
mas é bom olhar isso tudo com olhar amoroso
afinal o vento das mudanças indicam caminhos,
mas será que queremos esses caminhos...
para não se destruir o que se tem de bom e de valor
que conquistamos é importante refletir e abrir o olhos
as esses ventos sem se deixar cegar.
Heberle


Melissa Panarello

100 escovadas se trata de um deliciosa história no inverno europeu de 2002,
longe dos olhos da mãe e do pai, a jovem italiana
Melissa Panarello começou a escrever um
diário em que relatava, sem pudores e meias palavras,
as precoces e variadas experiências sexuais vividas
por uma colegial entre os 15 e os 16 anos.
A história de Melissa começa quando ela perde
a virgindade aos 15 anos de idade. A descoberta
de um mundo novo e diferente, o desejo de amar e se
sentir amada e a ilusão de encontrar este sentimento
através do sexo. É esse o ponto de partida para um
relato que mistura de forma provocadora ficção e realidade,
num vasto e surpreendente rito de iniciação sexual.
de Melissa Panarello - 100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama
acabou virando filme uhhh!!!!
logo teremos as escovas
os canecos
e viagras personalizados
tststs

afinal tudo é mercadoria ...
será mesmo?

Porque indico esse filme e o livro
ele aborda a evolução e o despertar da emoção e do sentimento,
as relações entre gerações e a importância de se comunicar
como forma de mediar as tensões e transformações
do amadurecer e do viver...
o tema que conduz essas memórias da Melissa
é sobre o valor da inocência e sobre o verdadeiro amor,
veja e chegue as suas conclusões...
Heberle




Filme dirigido por: Luca Guadagnino
Crítica redigida e editada por: Brunna Antunes
com participação de Geraldine Chaplin

Melissa (María Valverde), sua avó (Geraldine Chaplin),
e o ritual das 100 escovadas.


O filme começa com uma atmosfera similar a do livro,
quando Melissa descobre seu corpo e a si mesma.
No livro, temos isso em muitas páginas,
o que dá bônus ao roteirista, por ter diminuído
a passagem e mantido seu valor simbólico.
Somos levados o tempo todo pela narração de Melissa,
que conta seus sentimentos e angústias, e explica
o porquê de suas decisões ao longo do filme.
A narração passa raspando pela linha do interesse,
poderia ser mais trabalhada obviamente,
mas foi satisfatória na maioria das vezes.
Me detendo agora aos detalhes de roteiro, posso dizer
sem medo que é um filme bem estruturado, apesar de
não ser uma história das mais interessantes.
A seqüência dramática é linear, existe
uma conexão entre as cenas.

O roteiro também pecou muito com a inclusão da personagem
da avó, que foi colocada para resolver o problema da
falta de um elemento que causasse impacto em Melissa,
mas que acabou se tornando um empecilho para a
progressão da moral, que é a de que protagonista
percebe que o amor é mais importante e etc.

Sob o ponto de vista estético, o filme não deixa a
desejar. A fotografia e a direção de arte foram
muito contextualizadas. As cenas onde ocorriam
os encontros de Melissa geralmente possuíam uma
fotografia sombria, as vezes escura, para enfatizar
a questão do pecado, do ato indigno e mundano.
Já as cenas em que Melissa se comportava como
uma adolescente comum da sua idade são coloridas e iluminadas.
Daí partimos para o título: Cem Escovadas Antes
de Dormir. Refere-se à um costume da avó, ensinado
à Melissa, de escovar os cabelos 100 vezes para
se tornar pura. Ou seja, Melissa faz tudo de
obsceno e asqueroso, e depois escova os cabelos.
Interessante a adaptação dessa parte para o cinema,
acho que ficou bem marcado. crítica de Brunna Antunes



Clip do filme.

Leia o livro:
Melissa Panarello - 100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama